19/08/12

Tensoativos - Tensoativos anfóteros

Anfóteros Betainicos
Entre o grupo dos anfóteros, as betaínas tornaram-se, durante os últimos anos, cada vez mais conhecidas pelos formuladores, devido à ampla variedade de aplicações que possuem  em formulações cosméticas.
As betaínas diferem dos anfóteros comuns nos seguintes pontos:

  • Em pH ácido, observam-se as mesmas propriedades dos tensoativos catiônicos.
  • Enquanto que, em pH alcalino, não é verificada nenhuma estrutura tipica de tensoativos aniônicos.
Isto ocorre em virtude do átomo de nitrogênio das betaínas estar ligado a 4 grupos alquil, e, por esta razão, um próton não pode ser liberado na faixa alcalina.
Os compostos imidazolinicos são uma subclasse das betaínas. A estrutura cíclica, frequentemente descrita para estes tipos de compostos, atualmente não é aceita, porque os produtos oferecidos no mercado como "sais de imidazolina" são simplesmente compostos quaternários de cadeia linear.
Não há objeções quanto à aplicação pratica das betaínas, particularmente no que se refere à compatibilidade com  a pele e membranas mucosas, como também sob o ponto de vista toxicológico.
Em testes para se determinar a irritabilidade da membrana mucosa dos olhos, de acordo com o método de Draize, a excelente compatibilidade dos alquil éter sulfatos foi sobrepujada pela das betaínas.
Os testes de pele igualmente confirmaram a ótima compatibilidade desses compostos.
As betaínas são facilmente solúveis em água. O mesmo pode ser afirmado em relação às suas formulações que contenham alto teor de eletrolitos.
Todavia, as propriedades de formação de espuma e de detergência dos tensoativos anfóteros não são tão boas quanto a dos sulfatos etoxilados.
Os tensoativos anfóteros tiveram grande aceitação pelos formuladores, pelo fato de apresentar caráter catiônico, quando em pH ácido.

Os shampoos que contem apenas as betaínas como agente detergente não são recomendados para uso continuo na lavagem dos cabelos, devido à sua forte substantividade, que faz com que os cabelos venham a apresentar uma aparência gordurosa.
Bons resultados podem, no entanto, ser atingidos quando as formulações aniônicas, baseadas em alquil éter sulfatos ou álcoois graxos sulfatados, forem associadas a tensoativos anfóteros.
O tipo e a porcentagem do anfótero escolhido são fatores decisivos para a obtenção do efeito desejado, assim como para o acerto do pH, o qual, caso necessário, pode ser ajustado com soluções-tempão.

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